Emoção na Aprendizagem: O colorido da vida! Saiba como a emoção influencia na aprendizagem.

Maria Geci Mallmann   /   Para a escola, Para os pais, Para os Professores   /   Comentários

Compartilhe este artigo!

Neste artigo você entenderá a influência da Emoção na Aprendizagem.

Mais um ano letivo se inicia, professores planejando suas aulas, equipe diretiva a todo vapor, alunos curiosos para saber mais sobre seus professores e colegas, pais ansiosos, todos unidos para que esse grande evento aconteça da maneira mais prazerosa possível.

Podemos pensar que todas essas pessoas mencionadas estarão vivenciando um turbilhão de sentimentos, e o maior deles será a emoção. A emoção é o colorido da vida. 

Sabemos de antemão que as situações de grande impacto emocional são as situações que dificilmente o sujeito esquece.

O lado bom é que situações de felicidade como casamento, nascimento, colação de grau entre outros, também deixam as mesmas marcas, é o cérebro aprendendo e fazendo memória com a reverberação da informação trazida pelo sensório banhado de emoções.

Emoção na Aprendizagem: Podemos pensar um ensino de conteúdo neutro banhado com emoção?

Pensemos lá na escola, dentro da sala de aula.

O professor a frente dos seus alunos, matéria a ser dada, e o grupo de meninos e meninas esperando pelo conhecimento a ser transmitido. Ele será meramente transmitido ou haverá entusiasmo e emoção ao repassar esse conhecimento?

A emoção é atualmente entendida como uma importante ferramente da aprendizagem, as emoções, o pensamento e a aprendizagem estão todos  ligados. Além disso, as emoções são importantes para o processo de conhecimento, tornam-se também muito relevantes para a tomada de decisão, são vistas também como parte da nossa personalidade e ajudam-nos na maioria das nossas tomadas de posição, o que leva a que estas se tornem uma fonte crítica de informações para a aprendizagem. 

Geralmente quando um vendedor acredita no seu produto naturalmente vende melhor.

Seu cérebro trabalha com coerência e razão e fica fácil uma pitada de emoção, brincadeira, um elogio, uma encenação do emissor para que o receptor seja sensibilizado com mais de um estimulo e com mais de uma via sensorial, fortalecido assim o input e memória da informação.

Um bom entendimento inicia com uma boa comunicação, isto não exclui a necessidade de um estado de atenção “alerta” do receptor. As portas sensórias são abertas com o consentimento do sujeito, cabe ao emissor da mensagem preparar o meio de comunicação (como chegar até meu receptor?).

Cada receptor possui algum sistema de percepção mais apurado, o maior conhecedor deste sistema é quem trabalha de forma ativa junto a este sujeito.

O emissor da mensagem deve dominar a prática de comunicação, acreditar no conteúdo de sua mensagem, conhecer seu público e de alguma forma banhar suas palavras na emoção, na ação e na fluidez de forma a chamar atenção e mobilizar o seu ouvinte.

emoção-na-aprendizagem

Emoção na aprendizagem

Assim deve ser o professor também, aquele que domina a sua prática. Aquele que se encanta com o que faz, que acredita na mensagem que está passado, que o faz de maneira eficiente e eficaz, que encanta seus alunos, que transforma sua aula num evento banhado de emoção, usando sua criatividade para criar aulas significativas, que façam sentido, e que não sejam esquecidas pois foram ensinadas e transmitidas com emoção na aprendizagem, com o colorido que a vida pode ter.

O “aprender conteúdos”, na escola, segue os mesmos critérios.

Para a maioria dos alunos existe uma necessidade de utilizar mais vias sensórias e ainda mais repetições das mesmas informações, neste caso leva-se em conta a imaturidade cerebral da criança, ela temporariamente não possui maduro, seu aparato cognitivo, para assim dar conta de uma demanda nova e que não lhe parece atraente. Colorir pode ser uma possibilidade!

Como professor, que tal se perguntar que tipo de emoção você está criando em sua sala de aula com seus alunos? Já pensou em começar o seu dia ou a sua aula checando as emoções de cada aluno em classe? Que tal pedir para que eles compartilhem como estão se sentindo? 

Entender um pouco sobre como nosso cérebro funciona pode nos ajudar a repensar nossas práticas de sala de aula.

Texto elaborado por:
Maria Geci Mallmann – CRP 07/22388 – Neuropsicóloga
Maria Geci Mallmann
Psicóloga com especialização em Neuropsicologia, realização avaliação neuropsicológica, Wisc IV, entre outros.

Compartilhe este artigo!