Quem manda em casa?

escrito por:
Inez Kwiecinski
atualizado em:
21 de agosto de 2019
Inez Kwiecinski
21 de agosto de 2019

Olá pessoal!

Esta semana me deparei com algumas imagens interessantes na internet, estava procurando uma imagem para uma postagem sobre o dia dos pais e encontrei imagens de crianças segurando seus pais, numa situação inversa de cuidado, apoio ou proteção.

Então fiquei pensando em situações que escuto todos os dias em meu consultório de psicopedagogia.  Os pais me relatam que seus filhos não os obedecem, são intolerantes às regras, não querem comer, se vestir, tomar banho, fazer a lição de casa e por ai vai a lista de reclamações.

Então eu pergunto.

Quem manda em casa?

Estamos criando pequenos “monstrinhos” em casa.  No início achamos tudo engraçado e vamos relevando certas birrinhas, teimosias, mas o tempo vai passando e os pequenos crescem, e a teimosia também vai tomando outro rumo.

Não podemos esquecer que os nossos filhos dependem de nós, a partir do momento que decidimos ter filhos temos que ter em mente que seremos pais, e qual é o papel dos pais?

Os pais são responsáveis pela criação dos seus filhos, simples assim. Mas o que isso significa?

Significa que os pais são responsáveis pelo bem estar dos seus filhos, são responsáveis pela alimentação, vestuário, vida escolar, vida social, ensinar  boas maneiras, regras, disciplina,  ensinar os filhos a respeitarem os outros, principalmente os mais velhos, os professores, enfim, os pais são exemplos vivos e portanto não devem esquecer que tudo o que fizerem irá refletir na vida de seus filhos.

Os pais devem amar seus filhos, devem ser atenciosos e afetivos com seus filhos, sem esquecer que amar não significa dar tudo a eles, amar não significa ser permissivo, dizer sempre sim, mimar demais, amar é proteger, cuidar, zelar, deixar claro a eles que até não atingirem a idade adulta devem respeito e obediência aos pais.

Escuto pais dizendo que dão tudo aos filhos porque não tiveram nada quando eram crianças. Bens materiais não formam carácter, ter tudo o que os pais não tiveram não irá formar cidadãos conscientes de que devem lutar para serem melhores, não irá garantir uma sociedade justa.

Ensinar limites não é fácil, mas com uma boa dose de paciência, respeito e muito amor teremos sucesso.

Ensina hoje o caminho que teu filho deve seguir e não terás que ir buscá-lo onde não deveria estar.

Quem manda na sua casa?  Responda sem culpa.

 

Deixe seu comentário sobre o artigo:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Outros artigos que podem te interessar:

Autismo em meninas: por que os sinais podem passar despercebidos?

O autismo em meninas nem sempre aparece da maneira que muitas pessoas esperam. Masking, interesses socialmente comuns e maior habilidade para imitar comportamentos podem tornar os sinais menos evidentes. Entenda o que observar e por que uma avaliação cuidadosa faz diferença.

Técnica ou vínculo? O que realmente faz a diferença no atendimento psicopedagógico.

Quando uma família procura atendimento para seu filho, é comum que faça perguntas como: “O profissional utiliza o método mais...

O Que Realmente Faz Diferença na Terapia Ocupacional: os Equipamentos ou a Intervenção?

É comum que pais e familiares associem a qualidade de um atendimento de Terapia Ocupacional à quantidade de equipamentos presentes...

Transformando Vidas: Musicoterapia para Crianças Autistas

A musicoterapia desempenha um papel fundamental no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando a música como...

Psicomotricidade, o que é e como isso pode ajudar crianças e adultos

Psicomotricidade, é um termo usado para uma concepção de movimento coordenado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito...

Autismo e Covid

A pandemia de Covid-19 trouxe repercussões bastante significativas para o cotidiano de pessoas com o espectro autista, impactando suas rotinas...

Autismo em meninas: por que os sinais podem passar despercebidos?

O autismo em meninas nem sempre aparece da maneira que muitas pessoas esperam. Masking, interesses socialmente comuns e maior habilidade para imitar comportamentos podem tornar os sinais menos evidentes. Entenda o que observar e por que uma avaliação cuidadosa faz diferença.

Técnica ou vínculo? O que realmente faz a diferença no atendimento psicopedagógico.

Quando uma família procura atendimento para seu filho, é comum que faça perguntas como: “O profissional utiliza o método mais...

O Que Realmente Faz Diferença na Terapia Ocupacional: os Equipamentos ou a Intervenção?

É comum que pais e familiares associem a qualidade de um atendimento de Terapia Ocupacional à quantidade de equipamentos presentes...

Transformando Vidas: Musicoterapia para Crianças Autistas

A musicoterapia desempenha um papel fundamental no tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), utilizando a música como...

Psicomotricidade, o que é e como isso pode ajudar crianças e adultos

Psicomotricidade, é um termo usado para uma concepção de movimento coordenado e integrado, em função das experiências vividas pelo sujeito...

Autismo e Covid

A pandemia de Covid-19 trouxe repercussões bastante significativas para o cotidiano de pessoas com o espectro autista, impactando suas rotinas...

Nós coletamos dados de navegação para finalidades analíticas e funcionais apenas. Ao continuar você concorda com o uso de cookies