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Setembro Amarelo – Precisamos falar sobre o suicídio

escrito por:
Inez Kwiecinski
atualizado em:
23 de setembro de 2019
Setembro Amarelo
Inez Kwiecinski
23 de setembro de 2019

Ainda estamos em setembro e você já deve ter escutado ou visto nos noticiários, seja nas redes sociais ou jornais alerta sobre o Setembro Amarelo que é uma campanha brasileira de conscientização sobre a prevenção do suicídio. De acordo com os dados atualizados da Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS,  o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos e a cada ano milhares de pessoas tentam tirar as suas vidas. Devemos lembrar também, que o suicídio não está restrito a faixa etária ou condição social.

Por isso precisamos falar sobre o suicídio para orientar as pessoas com o objetivo de prevenir que aconteça uma tragédia. Falar pode mudar tudo.

Quando uma pessoa está pensando em tirar a sua própria vida, ela não está impactando somente a sua vida, mas também a dos seus familiares e de seus amigos. Normalmente esta pessoa apresenta um grande sofrimento por estar passando por um momento difícil, como vivenciando perdas recentes, sentimentos de desesperança, bullying, desespero e desamparo por não conseguirem enxergar uma perspectiva de mudança por conta do problema. Muitas vezes estas pessoas são diagnosticadas com depressão. A família e amigos podem nem estar percebendo que aquela pessoa querida e próxima pode estar pensando e planejando morrer.

 

Você deve ficar atento aos sinais de risco:

  • As pessoas normalmente dizem que possuem vontade de se matar, de morrer ou de cometer suicídio, porque se sentem muito cansadas e não querem continuar vivendo.
  • As pessoas se isolam: deixam de ir para à escola, ao trabalho, deixam de conviver com seus familiares, preferem ficar isoladas em casa ou no próprio quarto.
  • As pessoas começam a ficar desinteressadas por atividades que antes gostavam.
  • As pessoas começam a ter alteração na alimentação (comem de mais ou de menos).
  • As pessoas começam a ter alteração no sono (dormem de mais ou de menos).
  • As pessoas começam a ficar agressivas.

 

O que fazer quando se está diante de uma pessoa que se encontra em risco de suicídio?

  •  Devemos conversar com a pessoa sem julgamento e mostrar que desejamos apoiá-la.
  •  Incentivar a pessoa a procurar ajuda de profissionais capacitados na área de saúde mental, como psiquiatras e psicólogos.
  •  Ficar em contato com a pessoa para saber como ela está se sentindo e o que está fazendo.
  •  Se há perigo iminente, não deixar a pessoa sozinha para que não se coloque em risco.

A pessoa que está sem esperança precisa de apoio e de cuidado. Alguém que a olhe, que a escute,  a acolha e auxilie a dar um novo sentido para a sua vida, incentivar e mostrar a importância de buscar acompanhamento/apoio psicológico para ressignificar o valor e o desejo de viver.

Desde 2015, quando foi criada a iniciativa Setembro Amarelo, o mês é palco de dezenas de campanhas sobre saúde mental, em especial relacionadas à prevenção do suicídio. Nesta terça-feira, 10, Dia Mundial de Prevenção de Suicídio, o Centro de Valorização da Vida (CVV), o cantor Carlinhos Brown e a farmacêutica Libbs lançam a música “Vozes do Silêncio”, que traz uma mensagem empática e incentiva o diálogo sobre o tema.  Falar pode mudar tudo.

Ligue 188 e Receba Apoio Emocional e Prevenção do Suicídio.

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