mulher ajudando crianças em jogo

O que vem depois da avaliação psicopedagógica?

Inêz Kwiecinski   /   Dicas para Psicopedagogas, Para a escola, Para os pais   /   1 Comentário

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A avaliação psicopedagógica é o primeiro passo para o diagnóstico do indivíduo com dificuldades de aprendizagem. Mas, e o que vem depois da avaliação? Por quê é importante continuar?

Precisamos avaliar o que o sujeito sabe e o que ele ainda não sabe para que possamos traçar um plano de ação para que a sua aprendizagem aconteça de forma tranquila.

A grande maioria das pessoas, tanto famílias como escolas, querem apenas que o psicopedagogo faça uma “avaliação psicopedagógica” para verificar o motivo daquele aluno não estar aprendendo. Neste artigo falaremos sobre a importância da continuação da abordagem psicopedagógica.

Muito além da Avaliação: A necessidade da Intervenção Psicopedagógica

O segundo passo, e talvez o mais importante é a Intervenção Psicopedagógica. É nesta fase que o psicopedagogo vai atuar de forma mais direcionada, com um plano de ação mais apropriado para aquele aprendente, podemos pensar em estratégias que, de acordo com o modelo de aprendizagem que foi levantado na avaliação será o mais eficiente para o mesmo.

Infelizmente, percebemos que a maioria das pessoas envolvidas na educação ainda não reconhece a importante da continuidade desse trabalho, e após a finalização da avaliação quer somente ter em mãos o informe psicopedagógico para poder formalizar que “tal” aluno tem “tal” problema, e quem sabe assim, não se responsabilizar pelo fracasso de “tal” aluno.

Na avaliação psicopedagógica, o psicopedagogo irá perceber todas estas questões, e irá levantar hipóteses a respeito dos motivos que levaram tal aprendente a não aprendizagem. Feita a avaliação, e traçado o esquema de intervenção acontece a “intervenção psicopedagógica”, a fase mais importante do trabalho psicopedagógico.

É nesta fase que iremos trabalhar para que os “monstros” da aprendizagem desapareçam, mostrando ao aprendente que é possível sim aprender, mostrando a ele que pode ser de outra maneira, que há outras formas, que o aprender exige foco, concentração, dedicação, empenho, e que pode acontecer para ele.

É muito importante que a criança, após realizada a avaliação psicopedagógica prossiga com esta segunda etapa. Na Intervenção Psicopedagógica serão trabalhadas as deficiências do aprendente, e de acordo com o modelo de aprendizagem do mesmo, podemos discutir como estudar, montar estratégias com sua família e a escola, ajudá-lo a entender que o estudo é importante e necessário.

avaliação psicopedagógica professor

Conscientização

Precisamos conscientizar a todos, família e escola, informando que o trabalho do psicopedagogo não se resume apenas em realizar uma avaliação psicopedagógica, este trabalho vai muito mais além, a avaliação psicopedagógica é apenas o primeiro passo.

Neste primeiro momento acontece a vinculação com o aprendente, a escuta, o olhar atento, o acolhimento. Avaliar este aprendente, entender como ele aprende, ou porque ele não aprende, é entender o que se passa com este indivíduo, muitos fatores estão envolvidos e requerem atenção.

Talvez na escola ou em sua casa não esteja tudo transcorrendo como ele gostaria, ou talvez ele traga consigo alguma deficiência, alguma fratura que mereça a atenção dos ensinantes.

A aprendizagem se dá pelo amor. Quando o indivíduo não se sente amado, não se sente acolhido, ele não consegue estabelecer um vínculo com o seu ensinante, e então a aprendizagem não acontece. Fica um espaço entre os dois, e entre esse espaço, o fracasso escolar.

Utilizando instrumentos, como por exemplo: os jogos psicopedagógicos ou jogos de tabuleiro, entre outros, podemos ajudar o aprendente ensinando-o a se concentrar, ou utilizar as estratégias exigidas para aprender, desenvolver a percepção, prever, analisar, saber perder entre outras tantas. Mas pretendo escrever sobre a utilização de cada jogo mais adiante. Por hora ficamos por aqui.

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Até mais!

Inêz Kwiecinski
Psicopedagoga Clínica com especialização em Neuropsicopedagogia.
É diretora do Espaço PsicoEnvolver, clínica multidisciplinar que tem a missão de ajudar no desenvolvimento de crianças com dificuldades de aprendizado. Escreve para o Blog PsicoEnvolver.

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